Meus Pensamentos
Bethuel Neumann Becker
A MEDITAÇÃO – é o microfone incrível que recebe Som e Imagens.
O PENSAMENTO – usa os Sons e Imagens, os transformando em coisas úteis ou não para a humanidade.
A INTELIGÊNCIA - é poder utilizar sons,imagens,criações as mais diversas e com elas ampliar a gama dos conhecimentos tendo-os sempre prontos à serem explicados ou aplicados.
SABEDORIA – é usar a Meditação, o Pensamento, a Inteligência, e criar coisas novas, até então desconhecidas, podendo ser desde um simples remédio até naves espaciais.
CONHCIMENTO – é saber sobre Sons, Imagens, Criações, Transformações e tudo que existe e é conhecido. O homem com muitos conhecimentos podemos dizer que é uma biblioteca ambulante.
O HOMEM – ser pequeno, insignificante (se comparado ao Universo), uma minúscula pedrinha no meio de trilhões de pedras gigantescas, mas sempre achando ser o centro do mundo.
DEUS – É a energia criadora que comanda os mundos.
Ele é tudo, Começo, Meio e Fim.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O Livro da vida
O Livro da vida
Bethuel Neumann Becker
Em certo local havia um homem sentado, com um livro nas mãos. Caminhei até ele, e ao chegar perto notei que o livro era formado por centenas de paginas em branco e que ao lado do homem estava um cesto cheio de letrinhas, das quais de quando em quando ele apanhava uma letra e colocava sobre as folhas formando frases. Já estavam milhares delas ali colocadas.
Aproximei-me mais, e fiquei a olhar aquele trabalho magnífico até que resolvi perguntar ao homem o porquê ele estava fazendo aquele trabalho tão minucioso e que com o tempo certamente acabara formando um livro.
Ele parou de colocar as letras, olhou-me de cima a baixo, tirou seu óculo e lentamente me respondeu; estou aqui a montar um livro, um trabalho demorado, mas muito importante, pois este não é um livro qualquer, este é o livro da vida. Porque o livro da vida? Perguntei, e ele respondeu, sim o livro da minha vida, estou a montá-lo há anos e agora falta pouco para chegar até o dia de hoje.
Cada pessoa tem também o seu livro da vida, muitos passam por ela e não montão seu livro, uns na passagem não viram nada de especial que os levasse a montar seu livro, outros até viram, mas não acharam tempo para montá-lo e ainda outros, nem chegaram a saber da necessidade de montar um livro, contando tudo de bom ou ruim que fez aqui na terra para ficar como exemplo aos que viram depois dele.
Nossa família por tradição sempre vem montando os seus livros, mas o tempo foi passando e hoje estou só no mundo, já não tenho mais parentes vivos e como já estou mais velho, resolvi que era chegada a hora de eu montar meu livro e é isto que estou aqui fazendo. Respondi a sua pergunta amigo?
Confesso que fiquei meio embaraçado, pois não imaginava que era tão importante o trabalho daquele senhor e que de alguma forma eu estava atrapalhando ele de fazer aquele trabalho. Neste instante vinham dois cachorros correndo, um tentando pegar o outro e vinham em direção ao senhor que sentado estava com o livro nas mãos e que não percebia a chegada dos cães, pois estava de costas para eles.
Aproximaram-se em velocidade tal, que não tive tempo de avisar que eles vinham em sua direção, e preocupados um com o outro não viram o homem e bateram nele fazendo o livro voar pelos ares, caindo ao chão, já com falta de centenas de letras que ficaram espalhadas pelo pátio.
Foi para mim uma cena muito forte, fiquei atônito, apenas olhando, sem palavras, pois mesmo que quisesse dizer algo não sairia á voz. Entre o susto, a surpresa, o impacto, e o resultado, aquele homem estava ali se levantando calmo, ajuntou o que sobrou de seu livro e sentando novamente em sua cadeira, ficou algum tempo a olhar fixo para frente, como se olhasse o infinito, como se o mundo tivesse parado ali naquele instante, como se tivesse petrificado.
Fui tentando falar e a voz aos poucos foi voltando e então, com a intenção de confortar o pobre homem, me dirigi para perto dele e disse-lhe, sinto muito pelo ocorrido, mas ninguém teve culpa, entendo o tamanho da perda, pois acho que foi total.
O homem lentamente olhou-me e disse, agradeço pela sua preocupação, mas sou obrigado a lembrar-lhe de que este não é um livro comum, onde se perde o que nele estava escrito, este é o livro da vida, conforme eu lhe havia dito, e ao ir falando ele foi virando as centenas de paginas do livro, o que permitiu verificar que em muitas paginas ainda estavam presas dezenas de letras, que formavam frases e parágrafos inteiros que dali não se havia soltado, e então ele me disse, veja, pouca coisa sobrou colada no livro, mas o que ficou colado é o que realmente interessa, é o que fiz de correto, de bom na vida, as coisas boas jamais se desprendem, veja, aqui estão às ajudas que prestei as pessoas, o quanto procurei aprender, e tudo mais de útil que fiz, só isto é que sobrou. As coisas supérfluas estão aí jogadas fora.
Não me contive e perguntei a ele, senhor como pode se dedicar ano para montar um livro que diz ser o livro da vida e agora o perde quase na totalidade e continua calmo como antes estava?
Sim, não aconteceu nada para me abalar, pois por orgulho eu enchi paginas e paginas contando das obras que fiz para meu regalo, minha felicidade, contando das empresas que tive onde procurava de qualquer forma o lucro, das pessoas que tive sobre meu julgo, do poder de decisão sobre as pessoas, sempre tirando vantagem e assim é na vida, porem isto tudo agora esta desmanchado, jogado ao chão, pois nada disto tem valor na eternidade, mas o que ficou preso ao livro são as coisas que valeram à pena ter feito, pois foi o que fiz com amor e por amor.
O homem levantou, colocou seu livro debaixo do braço, despediu-se de mim e tomou seu rumo de casa, parou, olhou para traz e me disse, pense, pense bastante, pois, somente quem ama entendera esta mensagem.
Bethuel Neumann Becker
Em certo local havia um homem sentado, com um livro nas mãos. Caminhei até ele, e ao chegar perto notei que o livro era formado por centenas de paginas em branco e que ao lado do homem estava um cesto cheio de letrinhas, das quais de quando em quando ele apanhava uma letra e colocava sobre as folhas formando frases. Já estavam milhares delas ali colocadas.
Aproximei-me mais, e fiquei a olhar aquele trabalho magnífico até que resolvi perguntar ao homem o porquê ele estava fazendo aquele trabalho tão minucioso e que com o tempo certamente acabara formando um livro.
Ele parou de colocar as letras, olhou-me de cima a baixo, tirou seu óculo e lentamente me respondeu; estou aqui a montar um livro, um trabalho demorado, mas muito importante, pois este não é um livro qualquer, este é o livro da vida. Porque o livro da vida? Perguntei, e ele respondeu, sim o livro da minha vida, estou a montá-lo há anos e agora falta pouco para chegar até o dia de hoje.
Cada pessoa tem também o seu livro da vida, muitos passam por ela e não montão seu livro, uns na passagem não viram nada de especial que os levasse a montar seu livro, outros até viram, mas não acharam tempo para montá-lo e ainda outros, nem chegaram a saber da necessidade de montar um livro, contando tudo de bom ou ruim que fez aqui na terra para ficar como exemplo aos que viram depois dele.
Nossa família por tradição sempre vem montando os seus livros, mas o tempo foi passando e hoje estou só no mundo, já não tenho mais parentes vivos e como já estou mais velho, resolvi que era chegada a hora de eu montar meu livro e é isto que estou aqui fazendo. Respondi a sua pergunta amigo?
Confesso que fiquei meio embaraçado, pois não imaginava que era tão importante o trabalho daquele senhor e que de alguma forma eu estava atrapalhando ele de fazer aquele trabalho. Neste instante vinham dois cachorros correndo, um tentando pegar o outro e vinham em direção ao senhor que sentado estava com o livro nas mãos e que não percebia a chegada dos cães, pois estava de costas para eles.
Aproximaram-se em velocidade tal, que não tive tempo de avisar que eles vinham em sua direção, e preocupados um com o outro não viram o homem e bateram nele fazendo o livro voar pelos ares, caindo ao chão, já com falta de centenas de letras que ficaram espalhadas pelo pátio.
Foi para mim uma cena muito forte, fiquei atônito, apenas olhando, sem palavras, pois mesmo que quisesse dizer algo não sairia á voz. Entre o susto, a surpresa, o impacto, e o resultado, aquele homem estava ali se levantando calmo, ajuntou o que sobrou de seu livro e sentando novamente em sua cadeira, ficou algum tempo a olhar fixo para frente, como se olhasse o infinito, como se o mundo tivesse parado ali naquele instante, como se tivesse petrificado.
Fui tentando falar e a voz aos poucos foi voltando e então, com a intenção de confortar o pobre homem, me dirigi para perto dele e disse-lhe, sinto muito pelo ocorrido, mas ninguém teve culpa, entendo o tamanho da perda, pois acho que foi total.
O homem lentamente olhou-me e disse, agradeço pela sua preocupação, mas sou obrigado a lembrar-lhe de que este não é um livro comum, onde se perde o que nele estava escrito, este é o livro da vida, conforme eu lhe havia dito, e ao ir falando ele foi virando as centenas de paginas do livro, o que permitiu verificar que em muitas paginas ainda estavam presas dezenas de letras, que formavam frases e parágrafos inteiros que dali não se havia soltado, e então ele me disse, veja, pouca coisa sobrou colada no livro, mas o que ficou colado é o que realmente interessa, é o que fiz de correto, de bom na vida, as coisas boas jamais se desprendem, veja, aqui estão às ajudas que prestei as pessoas, o quanto procurei aprender, e tudo mais de útil que fiz, só isto é que sobrou. As coisas supérfluas estão aí jogadas fora.
Não me contive e perguntei a ele, senhor como pode se dedicar ano para montar um livro que diz ser o livro da vida e agora o perde quase na totalidade e continua calmo como antes estava?
Sim, não aconteceu nada para me abalar, pois por orgulho eu enchi paginas e paginas contando das obras que fiz para meu regalo, minha felicidade, contando das empresas que tive onde procurava de qualquer forma o lucro, das pessoas que tive sobre meu julgo, do poder de decisão sobre as pessoas, sempre tirando vantagem e assim é na vida, porem isto tudo agora esta desmanchado, jogado ao chão, pois nada disto tem valor na eternidade, mas o que ficou preso ao livro são as coisas que valeram à pena ter feito, pois foi o que fiz com amor e por amor.
O homem levantou, colocou seu livro debaixo do braço, despediu-se de mim e tomou seu rumo de casa, parou, olhou para traz e me disse, pense, pense bastante, pois, somente quem ama entendera esta mensagem.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A, VACA
A, VACA
Inspirado na VACA,feita em fibras pelo artista plastico Marcelo Calado exposta em São Paulo e outras cidades, em praças e calçadas,poesia de Bethuel Neumann Becker.
Vaca
verde
amarela
de pé
na calçada,
calada.
Pessoas
passam
olham
assustam-se
pensam
calam.
Pessoas
suspiram
comovem-se
refletem
mudam
calam.
A vaca
parada,
quieta
calada.
Diz
tanto
calada,
parada
na
calçada
Diz nada,
mas muda
a caminhada
da vida
acelerada
das pessoas
na calçada.
Bela
ali parada
na calçada
calada.
A vaca,
calada
diz tanto,
sem lagrima
sem pranto,
dela,
de nos,
nem tanto.
A beleza
o susto
a alegria
o sorriso
e a vaca,
lá, parada,
a te olhar
calada
Inspirado na VACA,feita em fibras pelo artista plastico Marcelo Calado exposta em São Paulo e outras cidades, em praças e calçadas,poesia de Bethuel Neumann Becker.
Vaca
verde
amarela
de pé
na calçada,
calada.
Pessoas
passam
olham
assustam-se
pensam
calam.
Pessoas
suspiram
comovem-se
refletem
mudam
calam.
A vaca
parada,
quieta
calada.
Diz
tanto
calada,
parada
na
calçada
Diz nada,
mas muda
a caminhada
da vida
acelerada
das pessoas
na calçada.
Bela
ali parada
na calçada
calada.
A vaca,
calada
diz tanto,
sem lagrima
sem pranto,
dela,
de nos,
nem tanto.
A beleza
o susto
a alegria
o sorriso
e a vaca,
lá, parada,
a te olhar
calada
POÉTICA
Poética
Para quem gosta de Arte
Bethuel Neumann Becker
Definir o que é poética nem sempre é fácil, pois ela faz parte de um momento na vida de cada pessoa, principalmente dos artistas que trabalham com ela diariamente, mesmo sem perceber da sua existência, da sua participação em cada movimento, em cada pincelada ou em cada colocação de uma peça.
Maravilhosa poética, você nem sempre entendida, e às vezes mesmo rejeitada pela incredulidade de sua existência. Mas queiram ou não, lá onde esta o artista, o artesão, o construtor, etc. lá também esta você.
Tentarei decifrar em palavras o que é realmente a poética; ela não é a construção, mas é o momento da construção, ela não é o tijolo, mas é o coloca-lo no lugar adequado, ela não é tinta nem pincel, mas o toque mágico da tinta, dado pela mão que segura o pincel, pela mão de quem imagina a obra pronta.
Poética é o ato de fazer algo imaginado, o momento da feitura, a cada segundo que a obra toma forma e te surpreende, podendo te deixar triste, ou deixar-te feliz, alegre. Poética é finalmente a arte de chegar mais perto daquilo que sonhamos e que conseguimos concretizar, seria como chegar perto de Deus que não vemos, mas sentimos a sua existência.
E ela, a poética esta em todos lugares, porem são poucos os olhos que a podem ver, porque um gesto é momentâneo, porem ele faz a arte, é o pensar, é o agir e criar com arte, com amor, com poesia.
A poética é difícil de ser entendida, pois não é vista por todos, porque ela esta nos olhos de quem olha e não na coisa olhada, na coisa pronta, porque na coisa pronta não encontraremos mais a poética, mas sim já a poesia.
Para quem gosta de Arte
Bethuel Neumann Becker
Definir o que é poética nem sempre é fácil, pois ela faz parte de um momento na vida de cada pessoa, principalmente dos artistas que trabalham com ela diariamente, mesmo sem perceber da sua existência, da sua participação em cada movimento, em cada pincelada ou em cada colocação de uma peça.
Maravilhosa poética, você nem sempre entendida, e às vezes mesmo rejeitada pela incredulidade de sua existência. Mas queiram ou não, lá onde esta o artista, o artesão, o construtor, etc. lá também esta você.
Tentarei decifrar em palavras o que é realmente a poética; ela não é a construção, mas é o momento da construção, ela não é o tijolo, mas é o coloca-lo no lugar adequado, ela não é tinta nem pincel, mas o toque mágico da tinta, dado pela mão que segura o pincel, pela mão de quem imagina a obra pronta.
Poética é o ato de fazer algo imaginado, o momento da feitura, a cada segundo que a obra toma forma e te surpreende, podendo te deixar triste, ou deixar-te feliz, alegre. Poética é finalmente a arte de chegar mais perto daquilo que sonhamos e que conseguimos concretizar, seria como chegar perto de Deus que não vemos, mas sentimos a sua existência.
E ela, a poética esta em todos lugares, porem são poucos os olhos que a podem ver, porque um gesto é momentâneo, porem ele faz a arte, é o pensar, é o agir e criar com arte, com amor, com poesia.
A poética é difícil de ser entendida, pois não é vista por todos, porque ela esta nos olhos de quem olha e não na coisa olhada, na coisa pronta, porque na coisa pronta não encontraremos mais a poética, mas sim já a poesia.
Nada Custa Sorrir
Nada custa sorrir
Bethuel Neumann Becker
A noite começava aos poucos a dar lugar ao nascimento de um novo dia. No horizonte já se viam raios de luz que começavam a se levantar dizendo que logo mais o sol estaria reinando e trazendo mais um dia iluminado.
No interior das casas, as pessoas já iniciavam a aquecer as estufas com o acender das lenhas, porém na escuridão ainda reinante, precisavam acender as luzes para se orientarem.
Era por pouco tempo, pois somente mais alguns minutos e estaria claro o bastante para que se apagassem as luzes.
Os galos ajudavam a acordar as pessoas como despertadores programados para tal fim.
Em uma certa casa uma pessoa se arrumava já com a mesa posta para o café da manhã, pois em seguida deveria sair para mais um dia de trabalho.
Após tomar um café reforçado, criou coragem e com o dia já claro, saiu a rua e a passos lentos tomou o caminho que a levava à fábrica onde trabalhava.
Caminhava pensando na vida difícil que vinha enfrentando reduzindo-se apenas em trabalho e mais trabalho.
No caminho que a conduzia à fabrica havia uma passagem de nível pela qual de tempo em tempo passavam trens. Estando perto desta passagem notou pelo ruído que se aproximava um trem e resolveu esperar que o comboio passasse para, após, fazer a travessia com segurança.
Enquanto esperava, seus pensamentos tentavam visualizar como seria aquele dia que começava. Seria um dia alegre? Seria um dia triste? Talvez apenas mais um dia, nem alegre e nem triste, típico da rotina tão costumeira.
A composição ferroviária se aproximava. Como sempre, a máquina fazia muitos ruídos e soltava muita fumaça e com pouca velocidade passou pelo cruzamento, e puxados por ela os vagões começaram a passar.
Esta pessoa observava os inúmeros vagões, com centenas de janelinhas, onde em cada uma via-se um rosto encostado. A maioria era de rostos sonolentos e havia alguns até mesmo dormindo.
Repentinamente, como em um piscar de olhos, ela vê um rosto especial em uma janela. Era um rosto muito especial, pois estava sorrindo, e demonstrava alegria de tê-la visto.
Num ímpeto, a pessoa tentou correr paralelamente ao trem, porém este se foi. Restou ela, ali parada, perplexa, porém, muito feliz, pois alguém tinha sorrido para ela.
O Sol que levantava no horizonte fazia brilhar a lágrima que corria em seu rosto catalisando nela toda a felicidade do mundo. No momento seguinte aquela pessoa reiniciou a sua caminhada em direção ao seu destino, porém, agora estava sorrindo também, de bem consigo e com todos e muito, muito feliz, apenas por um sorriso!
Quem será que foi a pessoa que passou sentada à janela do trem e que irradiou tanta felicidade com apenas um sorriso? Teria sido um de nós?
Bethuel Neumann Becker
A noite começava aos poucos a dar lugar ao nascimento de um novo dia. No horizonte já se viam raios de luz que começavam a se levantar dizendo que logo mais o sol estaria reinando e trazendo mais um dia iluminado.
No interior das casas, as pessoas já iniciavam a aquecer as estufas com o acender das lenhas, porém na escuridão ainda reinante, precisavam acender as luzes para se orientarem.
Era por pouco tempo, pois somente mais alguns minutos e estaria claro o bastante para que se apagassem as luzes.
Os galos ajudavam a acordar as pessoas como despertadores programados para tal fim.
Em uma certa casa uma pessoa se arrumava já com a mesa posta para o café da manhã, pois em seguida deveria sair para mais um dia de trabalho.
Após tomar um café reforçado, criou coragem e com o dia já claro, saiu a rua e a passos lentos tomou o caminho que a levava à fábrica onde trabalhava.
Caminhava pensando na vida difícil que vinha enfrentando reduzindo-se apenas em trabalho e mais trabalho.
No caminho que a conduzia à fabrica havia uma passagem de nível pela qual de tempo em tempo passavam trens. Estando perto desta passagem notou pelo ruído que se aproximava um trem e resolveu esperar que o comboio passasse para, após, fazer a travessia com segurança.
Enquanto esperava, seus pensamentos tentavam visualizar como seria aquele dia que começava. Seria um dia alegre? Seria um dia triste? Talvez apenas mais um dia, nem alegre e nem triste, típico da rotina tão costumeira.
A composição ferroviária se aproximava. Como sempre, a máquina fazia muitos ruídos e soltava muita fumaça e com pouca velocidade passou pelo cruzamento, e puxados por ela os vagões começaram a passar.
Esta pessoa observava os inúmeros vagões, com centenas de janelinhas, onde em cada uma via-se um rosto encostado. A maioria era de rostos sonolentos e havia alguns até mesmo dormindo.
Repentinamente, como em um piscar de olhos, ela vê um rosto especial em uma janela. Era um rosto muito especial, pois estava sorrindo, e demonstrava alegria de tê-la visto.
Num ímpeto, a pessoa tentou correr paralelamente ao trem, porém este se foi. Restou ela, ali parada, perplexa, porém, muito feliz, pois alguém tinha sorrido para ela.
O Sol que levantava no horizonte fazia brilhar a lágrima que corria em seu rosto catalisando nela toda a felicidade do mundo. No momento seguinte aquela pessoa reiniciou a sua caminhada em direção ao seu destino, porém, agora estava sorrindo também, de bem consigo e com todos e muito, muito feliz, apenas por um sorriso!
Quem será que foi a pessoa que passou sentada à janela do trem e que irradiou tanta felicidade com apenas um sorriso? Teria sido um de nós?
CLEONICE
CLEONICE de Miguel Reale Jr.
Comentário Bethuel
Ó Cleonice, contaram parte de sua vida e, “diga-se de passagem”, uma parte importante que é quando ficaste a refletir como foi esta vida.
Notamos que o autor deste conto teve o propósito de trazer a baila um tema que é bastante atual: O sistema judiciário e suas decisões em seus julgamentos, mostrando o como estão atrelados ao legalismo dogmático, legalismo este que esta muitos anos atrasado em relação ao sistema, convívio e atitudes desta sociedade nova, ágil e de transformação rápida que infelizmente o direito representado pelo ordenamento jurídico não consegue acompanhar.
Ó Cleonice, que maravilha se pudesse ter você como um exemplo do que acontece com os criminosos, sejam eles de qualquer espécie, pois teríamos a certeza de que se modificássemos o sistema de pensar da sociedade não teríamos mais criminosos.
Infelizmente as Cleonices são poucas, pois não encontramos para aqueles que tiveram problemas com a justiça e por eles foram condenados, lugar tão próprio para recuperação do indivíduo humano como encontrou Cleonice, com apoio total a ponto de poder estudar, e ter apoio para uma nova perspectiva de vida.
Nota-se o elogio velado aos advogados que tiveram a prudência necessária e a dedicação para que Cleonice fosse libertada, faz sentido e fica claro no texto, porem jamais poderemos imaginar que a grande massa carcerária teria a mesma chance que teve Cleonice, e pior se tivessem tal chance não aproveitariam pois seu sistema de vida desde a infância foi sempre ligado ao crime.
Portanto por mais que o texto insinue este tratamento especial que deve ser dado a todas as pessoas e em especial quando se trata de pessoas em transito pelo crime, devemos estar alerta pois não podemos generalizar este procedimento a toda e qualquer pessoa pois se assim fosse ao nosso ver a sociedade teria problemas mais sérios ainda de ordem social.
O que me chamou muita atenção no texto foi o seu final pois nem sempre na vida quando estamos em liberdade podendo ir e vir o que nos garante a Carta Magna, quer dizer que estamos livres, vejamos;
“Ela estava chegando à praça Osvaldo Cruz, e chegara convencida de que ” vivera em um cárcere privado, sem se sentir gente, e alcançara a liberdade na cadeia pública, a liberdade de ser ela mesma, de ser uma pessoa.” (grifo nosso).
Assim as pessoas que acabam com sua própria vida demonstram claramente que a liberdade externa às vezes não satisfaz, pois muitas vezes as correntes com seus cadeados estão na alma.
Valeu Cleonice, valeu Miguel Reale Jr.
Comentário Bethuel
Ó Cleonice, contaram parte de sua vida e, “diga-se de passagem”, uma parte importante que é quando ficaste a refletir como foi esta vida.
Notamos que o autor deste conto teve o propósito de trazer a baila um tema que é bastante atual: O sistema judiciário e suas decisões em seus julgamentos, mostrando o como estão atrelados ao legalismo dogmático, legalismo este que esta muitos anos atrasado em relação ao sistema, convívio e atitudes desta sociedade nova, ágil e de transformação rápida que infelizmente o direito representado pelo ordenamento jurídico não consegue acompanhar.
Ó Cleonice, que maravilha se pudesse ter você como um exemplo do que acontece com os criminosos, sejam eles de qualquer espécie, pois teríamos a certeza de que se modificássemos o sistema de pensar da sociedade não teríamos mais criminosos.
Infelizmente as Cleonices são poucas, pois não encontramos para aqueles que tiveram problemas com a justiça e por eles foram condenados, lugar tão próprio para recuperação do indivíduo humano como encontrou Cleonice, com apoio total a ponto de poder estudar, e ter apoio para uma nova perspectiva de vida.
Nota-se o elogio velado aos advogados que tiveram a prudência necessária e a dedicação para que Cleonice fosse libertada, faz sentido e fica claro no texto, porem jamais poderemos imaginar que a grande massa carcerária teria a mesma chance que teve Cleonice, e pior se tivessem tal chance não aproveitariam pois seu sistema de vida desde a infância foi sempre ligado ao crime.
Portanto por mais que o texto insinue este tratamento especial que deve ser dado a todas as pessoas e em especial quando se trata de pessoas em transito pelo crime, devemos estar alerta pois não podemos generalizar este procedimento a toda e qualquer pessoa pois se assim fosse ao nosso ver a sociedade teria problemas mais sérios ainda de ordem social.
O que me chamou muita atenção no texto foi o seu final pois nem sempre na vida quando estamos em liberdade podendo ir e vir o que nos garante a Carta Magna, quer dizer que estamos livres, vejamos;
“Ela estava chegando à praça Osvaldo Cruz, e chegara convencida de que ” vivera em um cárcere privado, sem se sentir gente, e alcançara a liberdade na cadeia pública, a liberdade de ser ela mesma, de ser uma pessoa.” (grifo nosso).
Assim as pessoas que acabam com sua própria vida demonstram claramente que a liberdade externa às vezes não satisfaz, pois muitas vezes as correntes com seus cadeados estão na alma.
Valeu Cleonice, valeu Miguel Reale Jr.
A Maquina Moderna
A Máquina Moderna
De Bethuel Neumann Becker
O homem desde que necessitou se alimentar sentiu a necessidade de usar objetos que o ajudassem de alguma forma a facilitar o apanhar da caça.
Na seqüência quando começou a vestir-se e a viver em comunidades, passou a ter necessidades outras, como a necessidade de apetrechos que ajudassem a locomoção de pedras e galhos etc. Isto fez com que ele começasse a aprimorar os objetos de auxilio, de que precisava para o transporte o que ajudaria sua sobrevivência.
A cada dia que passava ele melhorou seus instrumentos criando em um certo tempo aparelhos complexos e muito úteis que passaram a chamar de maquinas.
E agora no século 20/2l criam-se as maquinas modernas, sendo bem aqui que começa a historia do Zé Zapé.
Zé Zapé, como o chamavam os amigos, rapaz ainda jovem, vigoroso, tinha grandes idéias porem pouca condição financeira para poder realiza-las, apesar de achar que suas idéias eram muito boas.
Porem as idéias de Zé Zapé eram um tanto extravagante para sua época século XX.
Citaremos aqui uma delas; Queria ele transportar matéria desintegrando-a em um lugar e reintegrando-a em outro.
É evidente que não tendo ele técnica suficiente e equipamentos para tanto acabou por não conseguir seu intento. Não se dando por vencido começou a estudar e conhecer tudo que fosse possível, verificando como funcionava.
Para isto foi pedir ajuda do senhor Aquiles que era professor de física da escola publica daquela cidade e que se prontificou a ensina-lo, pois no fundo acreditava no Zé Zapé.
Já ha muito tempo via nele, Zé Zapé condições reais de montar maquinas que se viessem a dar certo poderiam ter grande importância para o homem.
Alem do Aquiles que agora já conhecemos, fez ele amizade com o Gaudêncio que era o conhecedor de tudo sobre energia elétrica e que passou à ensinar todos os macetes, desde como produzir energia até como utiliza-la em iluminação que na época era para o que se usava.
Com estes ensinamentos Zé Zapé ficava cada dia com mais conhecimentos e por conseguinte, cada dia mais perto de construir maquinas que a muito vinha tentando construir, porem sem êxito pois que até o Zequinha seu filho de 13 anos, gozava dele chamando-o de inventor de sonhos.
O tempo passou, Zé Zapé tomou conhecimento de física e aprendeu tudo sobre eletricidade que até então era somente usada para luz.
Tomou também com certeza muitos choques elétricos o que somente ajudou a aguçar sua sabedoria e como teste real da potência que era a corrente elétrica.
Em um certo dia estava ele tentando instalar uma lâmpada e eis que levou um tremendo choque caindo da cadeira por cima de sua querida Leonora que muito assustada ficou gritando desesperada.
Mas, ainda bem que não foi nada mais grave, tendo apenas queimado um pouco as pontas dos dedos da mão direita ao receber o choque e ter sido lançado para traz com tremenda força.
Descobri, gritou ele, a energia tem força para empurrar as coisas, o que o deixou pensando, pois tinha sentido como sua mão foi jogada. A partir daí começou a estudar a possibilidade de usar esta força, e qual não foi sua surpresa após alguns anos de tentativas frustradas quando descobriu que poderia usar bobinas que aproximavam ou distanciavam outros materiais metálicos conforme o tipo de corrente induzida se positiva ou negativa.
Chamou a Leonora e o seu filho Zequinha, e os amigos Aquiles seu professor, lembram-se deles? Chamou também o Gaudêncio que tanto o ensinara e disse à eles que iria mostrar algo que conseguiu fazer.
Dizia ele ter inventado uma maquina que faria uma revolução industrial, pois o homem a partir de agora não precisaria mais fazer força.
Todos os convidados foram ao encontro na hora marcada por Zé Zapé, apesar de todos também acharem que era apenas mais um de seus sonhos de inventor e que de nada serviria.
Mas foram mesmo assim.
Zé Zapé fez um suspense levando primeiro eles para olharem o pequeno gerador de energia instalado no fundo do quintal a beira de um córrego e que já era de todos conhecido, pois era quem fornecia a luz para a casa. Lá chegando ligou o gerador soltando água canalizada da represa e convidou em seguida a todos pára irem até sua oficina improvisada em um rancho no fundo da sua casa, abriu a porta que quase caiu a seus pés, pois as dobradiças eram de couro cru e estavam fixadas à porta por pregos, sendo que uma estava arrebentada, ele apontando para dentro disse; ai esta!
Todos olharam e viram apenas uma toalha que cobria algo, dona Leonora já xingou, esta é a melhor de nossas toalhas Zè Zapé, ao que ele nem tomou conhecimento, dirigindo-se para perto da mesa pediu que ninguém se aproximasse mais,porque poderia ser perigoso.
Delicadamente foi retirando a toalha ficando todos a olhar sem entender o que seria aquilo e em seguida ligou uma chave interruptora elétrica, e de imediato a parte da ponta do eixo, a polia começou a rodar em grande velocidade.
Aí ele explicou e demonstrou como era grande a força daquela maquina moderna e ainda única a que ele chamou de Motor Elétrico.
Gaudêncio e Aquiles que entendiam do riscado tiveram um orgasmo quando viram aquela maravilha rodando sozinha em tão grande velocidade.
Bonifácio disse, tão vendo como o Zé não era tão burro e o filho complementou dizendo eu também não quero ser burro, papai quero ir para escola. Ao que o pai concordou.
Em seguida como era já quase noite foram todos para a casa do Zé Zapé festejar a descoberta de uma maquina tão importante.
E assim surgiu o Motor Elétrico tão moderno que ainda hoje é indispensável.
De Bethuel Neumann Becker
O homem desde que necessitou se alimentar sentiu a necessidade de usar objetos que o ajudassem de alguma forma a facilitar o apanhar da caça.
Na seqüência quando começou a vestir-se e a viver em comunidades, passou a ter necessidades outras, como a necessidade de apetrechos que ajudassem a locomoção de pedras e galhos etc. Isto fez com que ele começasse a aprimorar os objetos de auxilio, de que precisava para o transporte o que ajudaria sua sobrevivência.
A cada dia que passava ele melhorou seus instrumentos criando em um certo tempo aparelhos complexos e muito úteis que passaram a chamar de maquinas.
E agora no século 20/2l criam-se as maquinas modernas, sendo bem aqui que começa a historia do Zé Zapé.
Zé Zapé, como o chamavam os amigos, rapaz ainda jovem, vigoroso, tinha grandes idéias porem pouca condição financeira para poder realiza-las, apesar de achar que suas idéias eram muito boas.
Porem as idéias de Zé Zapé eram um tanto extravagante para sua época século XX.
Citaremos aqui uma delas; Queria ele transportar matéria desintegrando-a em um lugar e reintegrando-a em outro.
É evidente que não tendo ele técnica suficiente e equipamentos para tanto acabou por não conseguir seu intento. Não se dando por vencido começou a estudar e conhecer tudo que fosse possível, verificando como funcionava.
Para isto foi pedir ajuda do senhor Aquiles que era professor de física da escola publica daquela cidade e que se prontificou a ensina-lo, pois no fundo acreditava no Zé Zapé.
Já ha muito tempo via nele, Zé Zapé condições reais de montar maquinas que se viessem a dar certo poderiam ter grande importância para o homem.
Alem do Aquiles que agora já conhecemos, fez ele amizade com o Gaudêncio que era o conhecedor de tudo sobre energia elétrica e que passou à ensinar todos os macetes, desde como produzir energia até como utiliza-la em iluminação que na época era para o que se usava.
Com estes ensinamentos Zé Zapé ficava cada dia com mais conhecimentos e por conseguinte, cada dia mais perto de construir maquinas que a muito vinha tentando construir, porem sem êxito pois que até o Zequinha seu filho de 13 anos, gozava dele chamando-o de inventor de sonhos.
O tempo passou, Zé Zapé tomou conhecimento de física e aprendeu tudo sobre eletricidade que até então era somente usada para luz.
Tomou também com certeza muitos choques elétricos o que somente ajudou a aguçar sua sabedoria e como teste real da potência que era a corrente elétrica.
Em um certo dia estava ele tentando instalar uma lâmpada e eis que levou um tremendo choque caindo da cadeira por cima de sua querida Leonora que muito assustada ficou gritando desesperada.
Mas, ainda bem que não foi nada mais grave, tendo apenas queimado um pouco as pontas dos dedos da mão direita ao receber o choque e ter sido lançado para traz com tremenda força.
Descobri, gritou ele, a energia tem força para empurrar as coisas, o que o deixou pensando, pois tinha sentido como sua mão foi jogada. A partir daí começou a estudar a possibilidade de usar esta força, e qual não foi sua surpresa após alguns anos de tentativas frustradas quando descobriu que poderia usar bobinas que aproximavam ou distanciavam outros materiais metálicos conforme o tipo de corrente induzida se positiva ou negativa.
Chamou a Leonora e o seu filho Zequinha, e os amigos Aquiles seu professor, lembram-se deles? Chamou também o Gaudêncio que tanto o ensinara e disse à eles que iria mostrar algo que conseguiu fazer.
Dizia ele ter inventado uma maquina que faria uma revolução industrial, pois o homem a partir de agora não precisaria mais fazer força.
Todos os convidados foram ao encontro na hora marcada por Zé Zapé, apesar de todos também acharem que era apenas mais um de seus sonhos de inventor e que de nada serviria.
Mas foram mesmo assim.
Zé Zapé fez um suspense levando primeiro eles para olharem o pequeno gerador de energia instalado no fundo do quintal a beira de um córrego e que já era de todos conhecido, pois era quem fornecia a luz para a casa. Lá chegando ligou o gerador soltando água canalizada da represa e convidou em seguida a todos pára irem até sua oficina improvisada em um rancho no fundo da sua casa, abriu a porta que quase caiu a seus pés, pois as dobradiças eram de couro cru e estavam fixadas à porta por pregos, sendo que uma estava arrebentada, ele apontando para dentro disse; ai esta!
Todos olharam e viram apenas uma toalha que cobria algo, dona Leonora já xingou, esta é a melhor de nossas toalhas Zè Zapé, ao que ele nem tomou conhecimento, dirigindo-se para perto da mesa pediu que ninguém se aproximasse mais,porque poderia ser perigoso.
Delicadamente foi retirando a toalha ficando todos a olhar sem entender o que seria aquilo e em seguida ligou uma chave interruptora elétrica, e de imediato a parte da ponta do eixo, a polia começou a rodar em grande velocidade.
Aí ele explicou e demonstrou como era grande a força daquela maquina moderna e ainda única a que ele chamou de Motor Elétrico.
Gaudêncio e Aquiles que entendiam do riscado tiveram um orgasmo quando viram aquela maravilha rodando sozinha em tão grande velocidade.
Bonifácio disse, tão vendo como o Zé não era tão burro e o filho complementou dizendo eu também não quero ser burro, papai quero ir para escola. Ao que o pai concordou.
Em seguida como era já quase noite foram todos para a casa do Zé Zapé festejar a descoberta de uma maquina tão importante.
E assim surgiu o Motor Elétrico tão moderno que ainda hoje é indispensável.
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